segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Dionísio ,Deus da Alegria ,do Vinho , da Loucura e de muito +!!!!









Percebi que tô falando mais das Deusas do que os Deuses neste Blog,Eles tão ficando com ciúmes,como sou um Pagão mais equilibrado (no sentido de Cultuar uma Divindade Masculina e Outra Feminina!) vou começar a postar em homenagem(e sobre) aos meus Deuses Favoritos!!


Vou iniciar com meu Padrinho,Pai,Amigo de todas as horas : Dionísio(para os mais íntimos Baco)!!!



"Dionísio"
Divindade grega da natureza, especificamente deus do vinho e mais amplamente da vegetação, que desempenhou um papel de excepcional importância entre os gregos. Suas características separadas são tão iridescentes que apenas com muita dificuldade podem ser juntadas para compor uma figura única. Onde surgiu Dionísio e quando seu culto se disseminou na Grécia são perguntas que não possuem respostas seguras. De qualquer maneira, a primeira parte de seu nome apresenta o genitivo do nome de Zeus, e foi como filho de Zeus e Sêmele, filha de Cadmo e Harmonia, que ele entrou para os escritos mitológicos. Na imaginação da antigüidade, o culto de Dionísio veio da Trácia, Lídia (o nome Baco provavelmente é derivação lídia) ou Frígia para a Grécia aproximadamente no oitavo século a.C. Ele é marcado com um tipo de entusiasmo e e êxtase até então desconhecido dos gregos. Por isso o culto do deus se estabeleceu contra muita oposição, principalmente da aristocracia. Significantemente, Homero não reconhece Dionísio como um dos grandes deuses olímpicos. Nos festivais realizados em sua homenagem, que eram basicamente festas da primavera e do vinho, o deus em forma de touro freqüentemente liderava as Maenads barulhentas , bacantes, sátiros, ninfas e outras figuras disfarçadas para os bosques. Eles dançavam, desmembravam animais e comiam suas carnes cruas, e alcançavam um estado de êxtase que originalmente nada tinha a ver com o vinho. Apenas gradualmente é que foram os componentes licensiosos e fálicos do culto moderados, de forma que Dionísio veio a ocupar um lugar seguro na religião dos gregos.Mais tarde, seu culto se tornou tão difundido que Dionísio veio a ser cultuado em um momento histórico particular, até mesmo em Delfos, o santuário-chefe de Apolo. Nos festivais de Dionísio, especialmente em Atenas, performances dramáticas eram representadas, de forma que o culto de Dionísio pode ser visto ligado ao gênero dramático. Entre os romanos, já em uma época bem antiga, Dionísio foi identificado com o deus Liber, e eventualmente aceito com o nome de Baco. Quando as bacanálias, celebradas em sua honra, degeneraram, o estado interveio para regulá-las, sem nunca, porém, impedir a continuação do culto. A bacanália era o culto secreto romano, celebrado com excessos sexuais. Em 186 a.C. o Senado proibiu sua realização, devido à onda de criminalidade que foi introduzida devido ao festival. Mesmo com a proibição, o culto não desapareceu naquele tempo. As representações mais antigas do deus mostram-no como um velho de barbas, enquanto que as mais recentes o representam como um belo jovem. As histórias sobre as andanças de Dionísio, e em particular sua viagem à Índia, são provavelmente surgidas da simples observação da difusão geográfica da videira. Onde essa planta era cultivada, e o vinho extraído, acreditava-se que o deus por lá havia passado, dando aos mortais sua benção ou maldições. Assim que soube que Sêmele estava esperando um filho do seu marido, Zeus, ela ficou demasiadamente furiosa. Sabendo que as suas reprovações aos atos de Zeus não surtiam nenhum efeito, resolveu vingar-se da jovem e destruí-la. Para Hera, Sêmele era culpada, e carregava em seu ventre a prova de seu ato ilícito. Não me chamem mais de de filha de Saturno, se ela não descerá às águas do Estígio, para lá enviado pelo seu Zeus!"Com essas palavras ela se levantou de seu trono, e envolvida por uma nuvem dourada, aproximou-se da morada de Sêmele. Hera, então, transformou-se em uma velha senhora, seus cabelos tornando-se brancos, e rugas surgindo em sua pele. Ela andava com as costas arqueadas e passos cambaleantes. Sua voz dobrou-se à idade, e ela tornou-se a cópia exata de Beroe, a ama de Sêmele. Alcançando Sêmele, ela iniciou uma longa conversa, na qual mencionou o nome de Zeus. Então Hera disse que ela deveria pedir uma prova de que seu amante era realmente Zeus, e ainda mais; que, sendo Zeus, aparecesse em sua forma gloriosa, a mesma que ele aparecia perante Hera, e só assim a abraçasse. "Eu rezo para que seja mesmo Zeus! Mas tudo isso perturba-me: muitas vezes um homem usou deste artifício para penetrar no quarto de uma mulher honesta, fazendo-se passar por um deus." Assim dizendo, Hera conseguiu colocar a suspeita no coração da jovem, e ela dirigiu-se à Zeus, pedindo uma prova de seu amor. Ele respondeu dizendo que qualquer coisa que ela pedisse lhe seria atendido. Ainda mais, para reforçar seu juramento, chamou o nome do deus do rio Estígio para ser sua testemunha. Sêmele, feliz com o juramento, selou seu destino com o seu pedido: "Mostre-se a mim. Da mesma maneira como você se apresenta a Hera quando você troca abraços amorosos com ela!" O deus tentou em vão impedir que ela falasse tamanho desatino, mas as palavras já haviam deixado sua boca - e seu juramento não podia ser alterado. Lamentando muito a tarefa que estava prestes a realizar, Zeus lançou-se ao alto, juntou as névoas obedientes e as nuvens de tempestade, relâmpagos, ventos e trovões. Tentou ao máximo reduzir ao máximo a sua ostentação de glória. Mas a estrutura mortal de Sêmele não podia suportar a visão do visitante celestial, e ela foi queimada até as cinzas pelo seu presente de casamento. Seu bebê, ainda incompletamente formado, saiu do útero de sua mãe, e alojou-se na coxa de Zeus, até que se completasse a sua gestação. Zeus entregou o bebê a Hermes, que o confiou ao casal Ino e Athamas, advertindo-os a cuidar de Dionísio como se ele fosse uma menina. Entretanto, Hera descobriu que o bebê havia nascido e que estava sendo criado escondido dela. Indignada, levou Ino e Athamas à loucura. Athamas caçou o próprio filho, Learcus, como se fosse um veado, matando-o, e Ino, para livrar seu outro filho, Melicertes, da loucura do pai, o atirou ao mar, onde foi transformado no deus do mar Palaemon (em homenagem a quem Sísifo instituiu os jogos do Istmo). Finalmente, Zeus iludiu Hera transformando Dionísio em um cabrito, e Hermes o levou para ser criado pelas ninfas de Nysa, na Ásia, quem Zeus posteriormente transformou em estrelas, dando-lhes o nome de Híades. Mais tarde Dionísio resgatou Sêmele dos ínferos e a levou ao Olimpo, onde Zeus a transformou em deusa. Quando Dionísio cresceu, ele descobriu a videira, e também a maneira de extrair da fruta o seu suco e transforma-lo em vinho. O deus então vagou pela Ásia e foi até a Índia, onde ficou diversos anos, para ensinar os povos a cultivar a vinha. Em seu caminho, chegou até Cibela, na Frígia, onde a deusa Réia, Mãe dos deuses, o purificou e o ensinou os ritos de iniciação. Ele então se dirigiu à Trácia, onde Licurgo era o rei dos Edonianos, que viviam ao lado do rio Strymon. Licurgo foi o primeiro a insultar Dionísio e expulsá-lo. Doinísio soube da intenção de Licurgo através de Carope, pai de Orfeu. Dionísio se refugiou no mar, com Tétis, enquanto qua as maenads foram feitas prisioneiras, juntamente com os sátiros. Mas Dionísio enlouqueceu o rei, e ele matou seu filho com um machado, pensando estar cortando uma videira. Quando acabara de cortar os membros do filho, desfez-se o encanto do deus. O Deus tornou a terra improdutiva, causando a revolta dos seus súditos,que o ataram a cavalos que o despedaçaram, pois haviam ouvido que "Enquanto Licurgo estivesse vivo, a terra não mais daria frutos". Dionísio recompensou a ajuda de Carope dando-lhe o reino dos trácios e instruíndo-lhe nos ritos secretos ligados aos seus mistérios. Ao voltar a Grécia, instituiu seu próprio culto, porém encontrou oposição dos reis devido a desordem e a loucura que o mesmo provocava nos seguidores. Quando Dionísio se encaminhou à Tebas, ele forçou as mulheres a abandonarem suas casas e segui-lo, em uma espécie de transe. O Rei Penteus tentou por um fim à desordem causada pelo deus, tentando prende-lo. Sua tentativa foi infrutífera, pois os seguidores de Dionísio impediam a prisão do deus. Penteu tentou espionar o culto de Doinísio, mas foi avistado pela sua mãe, Agave, que participava junto com as maenads. Cega pelo deus, Agave pensou ester vendo um javali gigante, e chamou as demais mulheres para correrem atrás dele. Assim que o alcançaram, despedaçaram-no. Sua mãe percebeu horrorizada que não era um javali que haviam desmembrado, mas sim seu filho. Após o seu enterro, Agave, juntamente com seus parentes deixou Tebas, em exílio. Depois de Tebas, Dionísio foi para Argos, e por que eles não quiseram honrá-lo, ele fez as mulheres ficarem loucas, e elas carregaram seus filhos no colo até uma montanha e os devoraram. Dionísio era também um deus das árvores, e os antigos gregos faziam sacrifícios para "Dionísio das Árvores". Sua imagem, muitas vezes, era meramente um poste ereto, sem braços, mas enrolado em um manto, com uma mascara barbada para representar o rosto, e com arbustos projetando da cabeça ou do corpo, para indicar o caráter do deus. Ele era o patrono das árvores cultivadas, a ele eram endereçadas preces para que fizesse as árvores crescerem, e ele era especialmente venerado por fruticultores, que faziam uma imagem dele em seus pomares. Entre as árvores especialmente dedicadas à ele estava, além da videira, o pinheiro,e em diversas imagens artísticas o deus, ou seus seguidores, aparecem portando um bastão com um cone de pinha em cima. Assim como os demais deuses da vegetação, acreditava-se que Dionísio havia morrido uma morte violenta, mas que havia sido trazido novamente à vida; e sua morte, ressurreição e sofrimentos eram representados em ritos sagrados. Um dia, narra a lenda, a grande deusa Deméter chegou à Sicília, vinda de Creta. Trazia consigo sua filha, a deusa Perséfone, filha de Zeus. Deméter planejava chamar a atenção do grande deus, para que ele percebesse a presença de sua filha. Deméter descobriu, próximo à fonte de Kyane, uma caverna, onde escondeu a donzela. Pediu-lhe, então, que fizesse com um tecido de lã, um belo manto, bordando nele o desenho do universo. Desatrelou de sua carruagem as duas serpentes e colocou-as na porta da caverna para proteger sua filha. Neste momento Zeus aproximou-se da caverna e, para entrar sem despertar desconfiança na deusa, disfarçou-se de serpente. E na presença da serpente, a deusa Perséfone concebeu do deus. Depois da gestação, Perséfone deu luz a Dionísio na caverna, onde ele foi amamentado e cresceu. Também na caverna o pequeno deus passava o tempo com seus brinquedos: uma bola, um pião, dados, algumas maçãs de ouro, um pouco de lã e um zunidor. Mas entre seus brinquedos havia também um espelho, que o deus gostou de fitar, encantado. Entretanto, o menino foi descoberto por Hera, a esposa de Zeus, que queria vingar-se da nova aventura do esposo. Assim, quando o deus estava olhando-se distraído no espelho, dois titãs enviados por Hera, horrendamente pintados com argila branca, aproximaram-se de Dionísio pelas costas e, aproveitando a ausência de Perséfone, mataram-no. Continuando sua obra deplorável, os titãs cortaram o corpo do menino em sete pedaços e ferveram as porções em um caldeirão apoiado sobre um tripé e as assaram em sete espetos. Atenas viu a cena e, mesmo não podendo salvar o menino, resgatou o coração do deus. Mal tinham acabado de consumar o assassínio divino, Zeus apareceu na entrada da caverna, atraído pelo odor de carne assada. O grande deus viu a cena e entendeu o que havia se passado. Pegou um de seus raios e atirou contra os titãs canibais, matando-os. Zeus estava desolado com a morte do filho, quando a deusa Atenas apareceu e entregou-lhe o coração do deus assassinado. Zeus, então, efetuou a ressurreição, engolindo o coração e dando, ele próprio, à luz seu filho. E essa é a origem do deus morto e renascido, relatada pelos antigos e celebrada nos mistérios... Muitas vezes Dionísio era representado na forma animal, principalmente na forma de um touro (ou pelo menos com os seus chifres. Assim, ele era conhecido como "Com Face de Touro", "Com Forma de Touro", "Com Chifres de Touro", "Chifrudo", "Touro". Em seus festivais, acreditava-se que ele aparecia como um touro. "Venha aqui, Dionísio, ao seu templo sagrado junto ao mar; Venha com as Graças ao seu templo, correndo com seus pés de touro, Oh bom touro, Oh bom touro!" De acordo com uma versão do mito da morte e renascimento de Dionísio, foi como touro que ele foi despedaçado pelos Titãs, e os habitantes de Creta representavam os sofrimentos e morte de Dionísio despedaçando um touro. Aliás, o ato de matar ritualmente um touro e devorar sua carne era comum aos ritos do deus, e não há dúvidas que quando os seus adoradores faziam esses sacrifícios, acreditavam estar comendo a carne do deus e bebendo seu sangue. Outro animal cuja forma era assumida por Dionísio era o cabrito. Isso porque para salvá-lo do ódio de Hera, seu pai, Zeus, o transformou nesse animal. E quando os deuses fugiram para o Egito para escapar da fúria de Tifon, Dionísio foi transformado em um bode. Assim, seus adoradores cortavam em pedaços um bode vivo e o devoravam cru, acreditando estar comendo a carne e bebendo o sangue do deus. No caso do cabrito e do bode, quando o deus passou a ter sua forma humana mais valorizada, a explicação para se sacrificar o animal veio de um mito que narrava que uma vez esse animal havia despedaçado uma vinha, objeto de cuidados especiais do deus. Note que neste caso perdeu-se o sentido de sacrificar o próprio deus, tornando-se um sacrifício para o deus. Uma vez, quando Dionísio quis navegar de Icaria para Naxos, ele entrou em um navio pirata tirreano. Os piratas, entretanto, ignoravam a identidade do deus, e tencionavam vendê-lo como escravo na Ásia. Quando percebeu que estavam indo para outra direção, Dionísio fez brotar heras pelo navio e transformou o mastro em uma grande serpente. Ouvia-se o som de flautas, e o doce aroma do vinho podia ser sentido por toda a embarcação. Os piratas enlouqueceram, e atirando-se ao mar foram transformados em golfinhos. Quando Teseu chegou em Creta, contou com a ajuda de Ariadne, filha do rei Minos, que estava apaixonada por ele. Ela concordou em revelar o caminho de saída do labirinto se Teseu a levasse como esposa para Atenas. Ela porém foi abandonada em Naxos por Teseu. Dionísio a encontrou naquela ilha e a tomou como esposa. Após sua morte, Dionísio a conduziu ao Olimpo, e colocou no céu, como estrelas, a guirlanda que Hefesto havia preparado para seu casamento. Aura, filha do Titã Lelantus e da Oceainida Periboea, era uma caçadora Frígia, aversa ao amor. Um dia quando estava dormindo em um bosque, foi violentada pelo deus, e deu à luz dois gêmeos. Sendo indesejados, assim que seus filhos nasceram, ela matou um deles, e em desespero se atirou no rio Sangarius, sendo transformada por Zeus em uma fonte. Nicaea era uma ninfa de Astacia, e também era uma caçadora. Hymnus se apaixonou pela ninfa, mas ela ficou furiosa e matou-o. Um dia ela bebeu vinho, e se embebedou, e Dionísio aproveitou a oportunidade para tirar sua virgindade. Aristaeus descobriu o mel, e muito orgulhoso do seu feito, competiu com Dionísio, dizendo ser o mel maior benção que o vinho. Zeus julgou entre os dois e deu o prêmio à Dionísio. Hera, certa vez, enlouqueceu Dionísio, e ele chegou a um grande pântano, que não conseguia cruzar. Ele então foi ajudado por dois jumentos, um dos quais o carregou pela água, levando-o ao templo de Zeus. Quando o deus chegou ao santuário foi libertado da loucura, e, sentindo-se grato aos jumentos, os colocou entre as estrelas (Asellus Borealis e Asellus Australis em Câncer).


No Wikipédia tem outra versão(é sempre bom ver de todos os ângulos):


Dioniso, Diónisos ou Dionísio (do grego Διώνυσος ou Διόνυσος) era o deus grego equivalente ao deus romano Baco, das festas, do vinho, do lazer e do prazer. Filho de Zeus e da princesa Semele, foi o único deus filho de uma mortal.
Ocorreu que
Hera, ciumenta de mais uma traição de Zeus, instigou Semele a pedir ao seu amante (caso ele fosse o verdadeiro Zeus) que viesse ter com ela vestido em todo seu esplendor, tal como anda no Olimpo. Semele então pediu que Zeus atendesse a um pedido seu, sem saber qual seria. Ele concordou e imediatamente se arrependeu.
Uma vez concedido o pedido teria que cumpri-lo. Ele então voltou ao Olimpo e colocou suas vestes maravilhosas, já sabendo de antemão o que ocorreria. De fato, o corpo mortal de Semele não foi capaz de suportar todo aquele esplendor, e ela virou cinzas.
Assim, Dioniso passou parte de sua gestação na coxa de seu pai. Quando completou o tempo da gestação, Zeus o entregou em segredo a
Ino (sua tia) que passou a cuidar da criança com ajuda das híades, das horas e das ninfas.
Depois de adulto, ainda a raiva de Hera tornou Dioniso louco e ele ficou vagando por várias partes da Terra. Quando passou pela
Frígia, a deusa Cíbele o curou e o instrui em seus ritos religiosos.
Sileno ensina a ele a cultura da vinha, a poda dos galhos e o fabrico do vinho.
Curado, ele atravessa a
Ásia ensinando a cultura da uva. Ele foi o primeiro a plantar e cultivar as parreiras, assim o povo passou a cultuá-lo como deus do vinho.
Dioniso puniu quem quis se opor a ele (como
Penteu) e triunfou sobre seus inimigos além de se salvar dos perigos que Hera estava sempre pondo em seu caminho.
Nas lendas romanas, Dioniso tornou-se Baco, que se transforma em leão para lutar e devorar os gigantes que escalavam o céu e depois foi considerado por Zeus como o mais poderoso dos deuses.
É geralmente representado sob a forma de um jovem imberbe, risonho e festivo, de longa cabeleira loira e flutuante, tendo, em uma das mãos, um cacho de uvas ou uma taça, e, na outra, um tirso (um dardo) enfeitado de folhagens e fitas. Tem o corpo coberto com um manto de pele de leão ou de leopardo, traz na cabeça uma coroa de pâmpanos, e dirige um carro tirado por leões.
Também pode ser representado sentado sobre um tonel, com uma taça na mão, a transbordar de vinho generoso, onde ele absorve a embriaguez que o torna cambaleante. Eram-lhe consagrados: a pega, o bode a lebre.
Às mulheres que o seguiam como loucas, bêbadas e desvairadas se dava o nome de
bacantes.
É considerado também o deus protector do
teatro. Em sua honra faziam-se ditirambos na Grécia Antiga e festas dionisíacas.
Segundo o mito, Dionísio ordenou a seus súditos que lhe trouxesse uma bebida que o alegrasse e envolvesse todos os sentidos. Trouxeram-lhe néctares diversos, mas Dionísio não se sentiu satisfeito até que ofereceram o vinho.
O deus encheu-se de encanto ao ver a bebida, suas cores, nuances e forma como brilhava ao Sol, ao mesmo tempo em que sentia o aroma frutado que exalava dos jarros à sua frente. Quando a bebida tocou seus lábios, sentiu a maciez do corpo do vinho e percebeu seu sabor único, suave e embriagador.
De tão alegre, Dionísio fez com que todos os presentes brindassem com suas taças, e ao som do brinde pôde ser ouvido por todos os campos daquela região. A partit daí, Dionísio passou a abençoar e a proteger todo aquele que produzisse bebida tão divinal, sendo adorado como deus do vinho e da alegria.


Um ótimo lvro (indicado pela minha grande amiga Alexandra,criadora e dona do site: http://helenismo.googlepages.com/ ,um ótimo site sobre Reconstrucionismo Helênico,Mitologia Greco-Romana e Helenismo em geral)
KERÉNYI, Carl. "Dionisio; imagem arquetípica da vida indestrutível"


Esse é um Deus que também tem má fama e imcompreendido,assim como eu,deve ser pelo fato Dele ser um tanto "Liberal" e ter uma "quedinha" por um " bom vinho"!!!(Risos)


Dionísio ,Deus do vinho,embriaguez,da colheita e da fertilidade.Seu mito é complexo porque reuni elementos diversos,tomados da Grécia e de países vizinhos.Filho de Zeus e Sêmele(Filha de Cadmo e Harmonia),foi Educado no vale de Nisa pelas Ninfas,segundo a tradição mais corrente .Já adulto,descobriu a vinha e o seu uso.Enlouquecido por Hera ,andou errante pelo Egito,pela Síria e pela Frígia ,onde a Deusa Réia(Cibele) O Iniciou em Seu culto.Emtodos os países , ensinava aos homens o trato da videira e a fabricação do vinho.Fatigado de tantas viagens, voltou à Grécia e recuperou a sanidade graças à Réia.Na Trácia foi mal recebido pelo rei Licurgo ,a quem puniu severamente.Em seguida chegou à Índia,país que conquistou pela Força e por Seu Poder Místico(sendo associado ao Deus Hindu Shiva,que também adoro e que vou falar numa próxima postagem,leiam:Danielou,Alain."Gods of Love and Ecstacy,The Traditions of Shiva and Dionysus".Rochester,Vermont:Inner Traditions,1992).


Montava um carruagem puxada por panteras e ornado de ramos de videira e hera.Acompanhava- O um cortejo de Sátiros,Silenos,Bacantes e Ninfas.Voltando á Beócia,introduziu em Tebas as Bacanais.Penteu ,o rei da cidade,opôs-se ao Seu culto,e Ele ,como de costume,lançou mão do vinho para Impor-Se;Embriagou as mulheres e Levou-as a matar o soberano(meu Pai,não suporta gente tola e ignorante!!!).Em Orcômeno, onde reinava Mínias , procurou convencer o povo , a juntar-se a "Comitiva do Vinho".As filhas do rei,Alcítoe,Arsipa e Leucipa recusaram-se a acompanhá-lo e receberam atroz castigo.Quando andava por uma praia,Dionísio foi Raptado por piratas,que acabarm trnsformados em delfins;só escapou Acetes,que se opusera ao plano dos companheiros.O Deus dirigiu-se em seguida à Ilha de Naxos ,onde Esposou Ariadne(Minha Grande Madrinha,Mãe e Protetora Divina,Deusa Cretense Antiga da Lua e das Estrelas,Senhora do Destino que foi "transformada" em princesa de Creta,Filha de Minos e Pasífae).Por fim,adquiriu o direito de participar da Assembléia Olímpica(Uma Ordem de Deuses Gregos,só para VIPs!Risos),graças ao sacrifício de Héstia,que cedeu Seu Lugar no Olimpo em favor de Dionísio(assim passou a ser feitos sacrifícios primeiramente à Ela ,em todos Rituais Gregos).Desceu ao Submundo e recuperou sua Sêmele,levando-a para a Comunidade Divina com o nome de Tione(se tornando uma Deusa da Lua e do Renascimento).


Os gregos consideram Dionísio Protetor das Belas-Artes,em particular do teatro(que também sou fã) ,originado nas representações que faziam por ocasiãodas festas em honra ao Deus Baco(Dionísio).


Esse Filho de Zeus,era geralmente associado como Deus da Vegetação especificamente das árvores frutíferas ,- freqüentemente representado em vasos bebendo em um chifre e com ramos de videira.Se tornou popular Deus do vinho e da alegria,milagres do vinho eram representados ilustralmente em certos festivais teatrais em Sua homenagem.


Dionísio também foi caracterizado como uma Alegre Divindade cujos mistérios inspiravam a adoração ao êxtase e o culto às orgias.Essas ceebrações frenéticas ,que provavelmente se originaram em festivais primaveris ,ocasionalmente traziam libertinagem e intoxicações.Essa foi a forma de adoração pela qual Dionísio tornou-se popular no século 11 A.E. C.(Antes da Era Comum),na Itália,onde os Mistérios Dionisíacos eram chamados de Bacanália e depois Bacanais(os quais,hoje,são sinônimos de orgias,infelizmente,pois a adoração à Dionísio é muito mais do que meras orgias regadas à vinho).As indulgências das Bacanálias se tornaram extremas e as celebrações fram proibidas pelo Senado romano em 186 A.E. C..Entretanto ,no século 1


d.e.c.(Depois da Era Comum),os Mistérios Dionisíacos eram ainda populares.


Como vejo Dionísio:Deus do vinho,da vegetação,indulgência,felicidade,alegria,


destruição,insanidade,puirificação,renascimento e auto-sacrifício.Seus amigos O chamam de Baco.Pode parecerque você O conheça,mas talvez conheça parte de sua história.Sim,Ele prepara bebidas(como ninguém deste mundo) e é um Filho bastardo de Zeus com Sêmele.Mas se desfez do que tinha para ajudar os outros e casou com a Mulher que Teseu abandonou.E não titubeou em ir até Hades para resgatar sua Mãe.Eram sacrificados bois(touros) à Dionísio nos Tempos Antigos,mas aposto que hoje o que Ele realmente quer de oferenda são árvores novas para reflorestar as florestas e bosques,proteçaõ ambiental e respeito à vida animal e vegetal.Os povos antigos não tinham idéia do que viria ser o desmatamento,extinção ,poluição e afins.Mas nós hoje sabemos,está na hora da humanidade evoluir e sei que os Deuses atualmente são contra sacrifícios de animais ou qualquer ser vivente.


Dionísio ,começou a ser chamado de Baco por volta de 400 a.e. c. .É uma referência ao estado de espírito que resultava das oferendas e da orgia durante os cultos a Dionísio.Ambos são Deuses do Vinho e da indulgêcia.Ele é Bondoso para aqueles que têm mente aberta,mas traz loucura e destruição parao que não são assim(se cuidem pessoas de mente fechada,ignorantes e tolos arrogantes,Dionísio não perdoa gente de sua laia,gargalhadas!).Eu encaro assim:seu nome é Dionísio,mas seu amigos mais chegados O chamam de Baco.Muitos consideram Dionísio o oposto de Apolo,já que ele age mais pelo instinto e emoção , enquanto Apolo age mais pela razão,Dionísio rege o Inverno e Apolo o Verão,Dionísio é Senhor da Noite e Apolo é Senhor do Dia.Eles são na verdade complementares,Irmãos(Ambos Filhos de Zeus) que têm hábitos muito diferentes mas que não são inimigos um do outro.Até porque no Paganismo não existe maniqueísmo(Mal Absoluto vs. Bem Absoluto),Luz e Escuridão não são símbolos de bem e mal,mas são Forças da Natureza ,essenciais para o equilíbrio


Plantas associadas:uva,hera,cardo,patchuli,erva-doce,fugo,zimbro e pinheiro


Minérios associados:diamante negro.


Extratos associados:civit(óleo),almíscar(óleo),patchuli(óleo),cardo(óleo),óleo de pinheiro ,óleo de zimbro e óleo de semente de uva.


cores:vinho,vermelho-escuro,verde-escuro,roxo e violeta.


Dia da Semana:Domingo


Mês do Ano: no nosso calendário Gregoriano seria o equivalente ao mês de Outubro(especialmente os dias 3 à 10),Pyanepsion(dos antigos gregos).




Maneiras de celebra-lo: junte os amigos ,façam um brinde com vinho à Dionísio:Io Evoé!(Um dos nomes sagrados de Dionísio)E a Alegria de Dionísio acompanhará à todos que participaram do rito.


Ou faça sozinho com 11 uvas no cálice,faça uma libação à Ele(Dionísio) e beba(mentalizando seu desejo ardentemente).


Depois dance uma música alegre(New age,Gotic(Metal,Eletronic,Rock e etc.),techno,enfim uma que te agrade muito e lembre Dionísio(pela letra ou ritmo), e imagine Ele dançando com você.Grite "Io Evoé" até atingir o máximo da elevação de energia e mentalize o que você quer.


Peça ,agradeça,faça uma libação de vinho e oferenda de uvas (Ou algo de que Ele goste,menos coisas mortas ,chega de sacrifícios de animais!) e despeça-se.Está feito!


Enfim existe milhares de forma de conexão com Dionísio,faça sempre de coração alegre e sincero,e mente aberta e Ele te abençoará sempre!Bençãos de Dionísio e Ariadne à todos de mene aberta e coração alegre!


PS:Usem sempre vinho de boa qualidade,nada de sangue de boi e afins!!!!Ele não suporta vinho barato(nem eu,me dá dor de cabeça!)!!!Mas se não estiver com " Money" use suco de uva.O principal é o coração e uma mente aberta!








"Hino Homérico XXVI-À Dionísio"




"Começo a cantar ao Dionísio coroado de hera,o Deus do Alto grito,


esplêndido Filho de Zeus e da Gloriosa Sêmele,As Ninfas de longos cabelos


o receberam em seus âmagos do Senhor Seu Pai e o criaram e o nutriram


cuidadosamente no pequeno vale de Nysa,onde pelo desejo de seu Pai,


Ele cresceu em uma caverna de aroma doce,sendo considerado e estimado


entre os Imortais.Mas quando os Deuses o trouxeram para cima ,um Deus


frequentemente homenageado,então Ele começou a perambular continuamente


entre as árvores,densamente coroado de hera e louro.E as Ninfas seguiram atrás Dele


com Ele como o Líder Delas,e a Ilimitada Floresta foi preenchida com os gritos Deles.


E então Te saúdo ,Dionísio,Deus das Abundantes Aglomerações!Conceda que possamos


vir nos regozijar com esta Estação , ecom todas Estações adiante por mais um Ano!"




"Pequena invocação à Dionísio,Como Deus Chifrudo dos animais":


"Venha aqui Dionísio,ao seu Templo Sagrado junto ao Mar,


Venha com as Graças ao seu Templo,correndo com Seus Pés de Touro,


Oh , Bom Touro!Oh,Bom Touro!"




"Oração à Dionísio adaptada por mim"(de uma oração para Iaco):


"Oh Pai Dionísio,Vós sois Senhor do Corpo,


Deus Manifesto na carne,duas vezes Nascido,


Batizado com fogo,vivificado pelo espírito,


Instruído em coisas secretas embaixo da Terra,


Que Vestes os Chifres do Cabrito,que montas sobre um jumento,


Cujo símbolo é a Videira e o Novo Vinho é Vosso Sangue,


Cujo Pai é o Senhor das Hostes,Cuja Mãe é Filha do Rei,


Io Evoé Baco,Senhor daIniciação,pois por meio do Corpo


É a Alma Iniciada!"







"Hino a Baco" ( criado por Lua Serena)
Não há respostas!
Na beira da praia
Não sei se reflete teu rosto
Ou se são as águas do meu mar nele refletido
Na clareira da mata
Não sei se danço para ti
Ou se danças dentro de mim
Em noite escura
Não sei se ouço zumbidos
Ou se é teu sopro, tua flauta
Em noites de solstício
Não sei se é o fogo da fogueira
Ou se é teu vinho, tua dádiva
Em minhas vidas
Não sei se tua eu fui
Ou se o tenho dentro de mim
Não há respostas!
Deu, toque para mim!
Em mim...
Eu danço para ti!
Para mim...
Somo um.




Livros de Consulta:





*KERÉNYI, Carl. "Dionisio; imagem arquetípica da vida indestrutível"


*Wicca para homens-A.J. Drew


*Wicca: A Bruxaria saindo das Sombras-Millenium.:


*Dicionário de Mitologia Grega-Editora Best Seller


*Danielou,Alain."Gods of Love and Ecstasy,The Traditions of Shiva and Dionysus"-1992




Bençaõs Plenas de Dionísio/Baco à todos que tenham sempre corações alegres e mente aberta para "As Verdades",fertilidade para seus planos,um pouquinho de loucura(perca o controle ,um pouco),destruição de nossas aflições,coragem de se auto-sacrificar pelo Bem Maior,purificação e resnacimento à todos,Boas e abundantes colheitas ,Vinho que nunca nos falte e Felicidade sempre!Assim Seja e Assim Se faça!!!Blessed be!!!!!!!!!


2 comentários:

Leo Carioca disse...

Eu costumo chamar ele pela forma ´Dioniso`.
Acho mesmo que, entre todos os deuses olímpicos, ele é o que tá mais próximo de nós, humanos. É quase uma conexão direta que ele tem com a gente, né? Talvez até por ser um deus de atribuições tão múltiplas, de tantas coisas ao mesmo tempo, mas todas coisas que servem como uma aproximação entre ele e a gente.
Mudando de assunto, posso linkar o seu blog lá no meu?
Até mais! Muita energia positiva pra você!

Diannus do Nemi disse...

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Sabe, acho que esse foi um dos posts que eu mais gostei. Aliás, também achei que os deuses homens mereciam espaço aqui!

Dionísio... Io Evoé!

Talvez o Consorte da Senhora Hécate, Aquele que celebra a dança infinita do êxtase do Universo. Dionísio, o Senhor dos vinhedos. Bacco, o generoso da Iniciação.

Lindo, adorei.

Aliás, onde vc encontra esses hinos homéricos? E sobre epítetos, sabe onde encontro relacionados a Diana?

Abraço, e abençoado sejas.
Diannus.

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